quinta-feira, 11 de maio de 2017

#elasmeinspiram - Quinta História

 Oláaaaaaaa Tchutchucas!

Meus amores eu não vou explicar de novo os motivos da ausência de post aqui no blog e da falta de vídeos no canal, quando tudo estiver resolvido eu aviso. Se Deus quiser logo tudo volta ao normal!
Mas enquanto isso não acontece agente vai postando quando dá não é mesmo?! Então quero mostrar para vocês a historia da Paty linda e guerreira que não aceitou ser chamada de parda por ser filha de pai negro e mãe branca, se assumiu como negra e veio nos inspirar com sua história.

Olá..sou a Paty tenho 43 anos, 2 filhos e neta de cigana. Atualmente moro em Linhares - ES, mas  já morei em Goiás e Rio de Janeiro, porém natural de São Paulo.Filha de pai negro e mãe branca  já ouvi de tudo até se minha irmã e eu éramos adotadas. Durante muitos anos usei o cabelo alisado odiava, mas naquela época não tínhamos essa variedade de produtos para crespos e cacheados como hoje em dia. Sem falar que cabelo liso era bom e cabelo crespo/cacheado era ruim, essa era a regra.
 Mas um belo dia acordei para a vida e disse chega!!! Cansei dessa escravidão!! Cortei o liso e fiquei livre...
Resolvi assumir uma coisa que esta estampada em mim, minhas origens, e foi a melhor coisa que fiz na vida, chega de sofrimento, chega de vergonha.
Já cheguei a usar tranças, mas porque amo! E sinto que muitas mulheres não usam tranças por vergonha de sua própria origem (hoje isso já esta mudando). Quando era pequena minha mãe ate fazia muita trança, mas sempre passamos por gozações, não que eu me importasse.


Trabalhei por muito tempo em salões de beleza e via a maioria das mulheres negras optarem por cabelos lisos ao invés de assumirem e aceitarem suas "raízes" e achava isso muito triste.A valorização do povo negro deveria ser mais trabalhada desde as escolas, em casa, pois as próprias mães não sabem lidar com as meninas em relação a isso, já crescem com vergonha da cor da pele e do tipo de cabelo. Tenho ensinado minha filha a se amar do jeitinho que ela é e ter  muito orgulho.
Ela simplesmente arrasa no crespo!!
Hoje eu me aceito,me amo e me acho linda aos 43 anos, gordinha, negra e de "baixa renda".
Essa sou eu!
Já imaginou se todo indivíduo negro se declarasse assim, sem vergonha e sem medo, abraçando esse ideal e não abaixando a cabeça para represálias  e imposições absurdas do colorismo?! Utopia? Eu prefiro sonhar com esse dia, em que a frase "você nem é tão preto" vai deixar de trazer alivio.
Espero que tenham gostado do post e se você conhece alguém que é negro mas que não se reconhece como indivíduo negro, compartilha com ele(a) quem sabe essa historia não a inspire e incentive.
Um beijo grande e obrigada por me ouvir.










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